domingo, 5 de maio de 2013

the big big bang

    E se um dia lhe falassem que não teria forças, um riso zombeteiro surgiria em seus lábios, pois nunca imaginou possível ser; pois nunca capaz de sentir foste, mas depois que desencadeia não há como parar, não há nada a ser feito… Olhar no espelho e o que ver nunca ser suficiente, olhar dentro daqueles olhos e ver apenas escuridão. E como um veneno, vai correndo pelas veias, queimando, corroendo, tudo por onde passa. E não importa, paralisa e só se sente. Encolher e esperar pelo entorpecimento e ele não vir… E ficar apenas sentindo, lutando para esconder, lutando para não se ferir, lutando para não sentir… Com o corpo todo em chamas, despedaçado, apodrecendo sob seu olhar. E o grito que não sai da garganta. Porque não há nada. E simplesmente se afogar no maldito veneno de suas lágrimas… Sozinho. Sempre. Perdido lá dentro e não achar o caminho de volta, e não querer o caminho de volta, não se importando em sofrer, não podendo nem esquecer, mas, continuando a desfalecerPor dentro.

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