E se um dia lhe falassem que não teria forças, um riso zombeteiro surgiria em seus lábios, pois nunca imaginou possível ser;
pois nunca capaz de sentir foste, mas depois que desencadeia não há como parar,
não há nada a ser feito… Olhar no espelho e o que ver nunca ser suficiente,
olhar dentro daqueles olhos e ver apenas escuridão. E como um veneno, vai
correndo pelas veias, queimando, corroendo, tudo por onde passa. E não importa,
paralisa e só se sente. Encolher e esperar pelo entorpecimento e ele não vir… E
ficar apenas sentindo, lutando para esconder, lutando para não se ferir,
lutando para não sentir… Com
o corpo todo em chamas, despedaçado, apodrecendo sob seu olhar. E o grito que
não sai da garganta. Porque não há nada. E simplesmente se afogar no maldito
veneno de suas lágrimas… Sozinho. Sempre. Perdido lá dentro e
não achar o caminho de volta, e não querer o caminho de volta, não se
importando em sofrer, não podendo nem esquecer, mas, continuando a desfalecer… Por dentro.