Nessa clausura,
cada vez mais o espaço diminui.
Não sei o que devo fazer,
nem sei se devo fazer alguma coisa,
o essencial virou banal
e o supérfluo de nossas vidas
é uma piada.
Nada mais é rotina
não existe raiz em que se firmar,
nem mais nos cabe o fundamento...
Me pergunto se o inverno
nos trará a graça do entorpecimento.
Que vida mesquinha, traiçoeira
seguindo em frente o caminho que nos aguarda
é o da aflição...
Cotidiano? Nunca ouvi falar,
mas soube de um tempo onde se era possível sonhar.
Nenhum comentário:
Postar um comentário